Primeiro, o que é que realmente se passa?
Acontece que os EUA possuem um valor para dívida pública considerada como o limite máximo, isto é, a dívida pública não pode ultrapassar aqueles valor. Esse valor actualmente é de 14.3oo biliões de dólares. Este valor existe com um intuito: Aquele é o dinheiro que o governo tem autorizado para se endividar. Por outras palavras, se o governo americano ultrapassa o limite máximo de dívida pública, o governo deixa de poder assegurar o cumprimento das suas dívidas, desacreditando a "sua palavra" quando alguém lhes empresta dinheiro. O que se está a passar é que este valor, pela primeira vez na história americana, está num grande risco de ser ultrapassado a dia 2 de Agosto, se o Congresso não aprovar a elevação deste tecto na dívida pública. Pensem no que pode acontecer no mundo, principalmente agora que uma série de países europeus estão a 2 passos da bancarrota, entre eles Portugal e Grécia, se os EUA pela primeira vez na história não ter dinheiro. Imaginem o que é a maior economia mundial ficar sem dinheiro!!
Daí este alvoroço todo sobre o assunto. Os mercados internacionais andam todos cagadinhos à espera que o Congresso aprove a elevação do tecto sobre a dívida...
No entanto, será isto estritamente necessário e que consequências pode trazer?
À medida que aparecem democratas a mandar vir com os republicanos do congresso, criticando-os de estar provocar pânico na economia, aparecem também economistas, tanto americanos como doutras nacionalidades, afirmando que a elevação do tecto não é necessária, pois existem alternativas. Um destes senhores que encontrei foi Yves Smith, mostrando como alternativas:
- Anulação da dívida do Tesouro pela Reserva Federal, possibilitando que o Departamento do Tesouro entre em default e afirmar que não pagaria mais nada por cupões. Com isto, ganhava-se 2 anos para se resolver a situação;
- A Casa da Moeda tem a capacidade de cunhar moedas de platina com qualquer denominação. Cunhava-se moedas no valor de $1 trilião e vendê-las à Reserva Federal. Estes, por sua vez, varriam o crédito de volta à Casa da Moeda, chegando ao Tesouro.
Smith também afirma que, devido ao facto destas alternativas existirem, a teimosia de Obama e querer a elevação do tecto da dívida pública demonstra onde é que ele pretende chegar: cortes nos programas dos direitos, entre eles a Segurança Social e o Medicare.
Sabendo isto, agora digam-me uma coisa: Se realmente há alternativas, porquê aumentar o tecto da dívida pública? Isso não é fugir ao assunto em vez de resolvê-lo? Em vez de dar tempo ao Governo de recuperar da dívida, não pode o aumento do tecto fazer com que o Governo fique livre para se endividar mais ainda, podendo voltar a esta situação no futuro? Porquê que continuamos a ficar presos à economia americana? Não será esta a altura perfeita para tornar a economia mundial menos dependente dos americanos?
São mais as perguntas que as respostas, mas na minha modesta opinião, esta seria a melhor altura para fazer uma espécie de reboot à economia. Por mim não se aumentava o tecto, deixava-se os americanos bater mesmo no fundo, pondo-o ao mesmo nível que o resto do mundo. Com a economia europeia num risco menos elevado que os EUA, pois existe gestoras de activos mundiais a afirmarem que a situação americana está pior do que a grega...Com países como Alemanha e os Nórdicos a manterem-se estáveis face à crise mundial, estes podiam chegar-se à frente e enfrentar o gigante agora extremamente fragilizado. E ao mesmo tempo criar uma agência de rating europeia, que enfrente as americanas que desvalorizam as nossas economias, para a americana conseguir manter-se à tona...
Por fim, quero dizer que esta opinião por mim demonstrada não é uma opinião profissional e baseada em grandes conhecimentos, pois a minha formação em economia não foi muita e a que existiu foi muito direccionada à saúde. Esta opinião foi baseada em blogs de economistas e notícias de jornais internacionais.
Espero que tenham gostado. Se não gostaram, estão à espera do quê? Ctrl+W já devia ter sido efectuado...
Saudações,
Nando Pina
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